quinta-feira, 6 de novembro de 2008

10 Toys that made you Gay


Os Wuzzles

Recebi um video, com os 10 brinquedos que te fizeram gay e blá. Achei fraco, até porque um dos brinquedos era o pogobol e, cara, como ficar pulando naquela bola ridícula era coisa de retardado e nunca me causou interesse, definitivamente, não se trata de uma copilação de brinquedos para meninos alegres. Coisa de viado era ter uma Dancin´Flor, Fofoletes, Pipiticos, Fofi Dogs (aiiiii), Pequeno Pônei, Dindon, o Salão de Cabeleireiro da Supermassa, Gulliverlândia, o Microfone cheio de plumas da Xuxa e, inclusive, a própria Xuxa até em versão índia. Coisa de beesha era ter o álbum completo do Amar é, era curtir os Changemans mas principalmente a heroína cor-de-rosa, era ter a boneca da Felina, era sonhar com a Menina-Flor, achar a Lu Patinadora e a Angélica horrorosas e super querer as gorilas do Murfy. Ser um viadinho feliz, significava ter a Estrelinha Mágica da Turma da Mônica e apertá-la de modo que o mundo ficasse tão mais belo e tudo fizesse sentido depois daquilo. Aaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

veja o vídeo

http://br.youtube.com/watch?v=8Xqc7uC0hR4

MASCULINO...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dando uma de Alice...


Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretando ele apenas sorriu um pouco mais. “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”

“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.

“Não me importo muito para onde…”, retrucou Alice.

“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.



Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Curiosidades: fada morta.

Mais uma “Curiosidade” pra vocês que curtem essas coisas sobrenaturais, (eu também, claro) pesquisadores receberam os restos mortais de uma “Fada” isso mesmo uma “Fada” (real) que foi encontrada por um passeador de cachorros que preferiu não se identificar.

Os restos da fada são bem “reais”. O corpo foi mumificado e foi recuperado próximo a uma antiga estrada romana em Derbyshire, Inglaterra, por um passeador de cachorros.

Os ossos do minúsculo esqueleto parecem com o de um ser humano, são ocos como os de pássaros, dando a eles uma aparência “leve” e características anatômicas bastante compatíveis com um ser voador, e as asas são muito similares a folhas.

Mais uma no acredite se quiser. Deixe seu comentário.

Veja as fotos.









terça-feira, 23 de setembro de 2008

Meu eu em vc


Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu
Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, o teu querer
Tua fome de prazer sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar
Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor.

Sou teu ego, tua alma
Sou teu céu, o teu inferno a tua calma
Eu sou teu tudo, sou teu nada
Meu pequeno, és meu amado
Eu sou o teu mundo, sou teu poder
Sou tua vida, sou meu eu em você.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eles não dizem mais: - mãos ao alto, isso é um assalto.


Essa semana que passou foi meio complicada...Por algumas vez percebi como é fácil desistir das coisas que gostamos pelo simples fato de não podermos ter tudo o que sempre precisamos para estar feliz. Já se deram conta que a felicidade não é plena, e que precisamos ter infelicidade para podermos comparar a vida?
Na quinta feira. 18/09, logo de manhãzinha, quando eu vinha para o trabalho, fui a bordado por um cara de bike, que exigia meu celular e advertia que se eu não o entregasse, eu levaria um tiro. Fui rápido ao pensamento, não entendi a o que ele tinha falado (ou pelo menos, queria ouvir novamente aquela frase para ter certeza da situação),e perguntei o que ele queria. O cara, um jovem normal, como eu e você, porém com cara de drogado, olhar profundo e com um fio de medo escondido no canto dos olhos, ele me respondeu sacando de dentro das calças a arma: - Me dá logo o telefone se não tu vai levar um tiro.
A manhã, nublada, deixava o metal da arma gelado. Eu estive calmo, não me apavorei. No entanto, o meu pensamento formigava; meu sangue esquentou todos os vasos que possam existir dentro de mim, e de uma forma inesperada, seu lá o que eu fazia...mas o cara já não mais estava na minha frente. Olhei par trás, e ele pegou a bicicleta e pôs-se a pedalar numa carreira frenética, vindo novamente em minha direção... Não entendo o que eu fiz. Não sei. Consegui fugir.


Ninguém pela rua. Apenas câmeras de vigilância que servem apenas para protejer a vida ativa dos carros dos moradores da região...
Quando cheguei à empresa, um choque me entorpeceu o corpo, as pernas ficaram bambas em fração de segundos...tomei um gole d’água. Foi quando a reação pensou na minha mente: - Eu deu as costas pro cara, se ele tivesse atirado, eu agora estaria com um balaço entre as espinha vertebral, completamente estatelado no chão, naquela calçada de pedras irregulares, bem ao lado da plantinhas verdes do prédio. Um mar de sangue poderia ter lavado aquele chão...e se a terra absorvesse meu sangue, talvez pudesse nascer jacintos naquele lugar.



É fino e frágil o fio da vida. Escapei mais uma vez. Não haverá jacintos naquele jardim. Apenas o receio de saber que estou vivendo mais uma vez na selva.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Já ri muito com isso...

Pessoas...hoje vendo os conteúdos básicos da internet, encontrei um blog muito hilário ( e de conteúdo). Chama-se blog da Paola Opala. Tava tão engraçado que resolvi pegar o texto e mostrar pra vocês.

E tome discórdia mermãaaaaaaao… (Esse é o título da postagem)
E aeeeeeeeeeee bunitaaaaaaaas… Eu tô loooooooouca hoje siiiiiiiim caraaaaaalho! Eu sou scortgirl… Eu faço calçadão siiiiiiim! Ai gentchy… Estou zonza, está tudo escurescendo, ouço uma voz ao fundo… Uma luz… Caroline é você? Sâmara do Poço, você veio me pegar? Sinto uma paz em my heart… É ela gentchy! A MENINA PASTORA… Ela veio me salvar desse mundo devaaaaaaasso, da Volúuuuupia! São PREDRINHAAAAAAAAAAS MEIRMÃOOOOO! As predrinha vão me salvar… Seguuuura na mão da Pastora Doida, segura na mão da doida… Pois elaaaaa, ela te sustentaráaaaaa! Pronto miguxas… Estou recomposta, tomei uma dose de Chibatanowa e virei dizimista. Agora vamos as notícias…



Mooooorta gentchy! Titia recebeu carinhosamente um e-mail pedindo comentários sobre o show de Tia Mad em Londres, a cidade que acolhe sua ossada trabalhada e suas crianças abusadas. Mad fez um único show no local e o que era para ser o acontecimento, foi uma demonstração de frieza mútua entre o público e Madonna. Com duas horas de duração, foram pouquíssimos os momentos em que o público reagiu naquele que deveria ser um dos shows mais acolhedores, por acontecer em casa.

Mad fez a egípcia o tempo todo (como na foto), já que o que ela mais odeia é quando vê que o público não está cantando, pulando e se rasgando em suas aprresentações… Concordo com a tia, a mulher parece um Louva Deus de tão seca, se acaba de dançar, a prexeca da coitada é mais frouxa que areia de rio de tanto ela pular e o povo fica fazendo carão… Vão se lascar! Parece coisa das alencarinas quando estão nas boacthys… Só olham, achando que vão encontrar coisa melhor até o final da noite… Bobinhas! Pois Mad, prepare-se meu bem, pois quando você chegar aqui no Brasil, as coisas vão mudar… Aqui as gatas lacram e ainda fazem o acabamento no zig-zag.

Ps: Obrigado pela dica e kissis especial para Mario que me mandou o e-mail.



Gentchy… Rios acabam de correr entre minhas pernas, veja a foto babado que Rico Mansur e Isabelli Fontana fizeram para uma revista. Notem a cara de macho, a volúpia, o desejo no rosto de Rico, já Isabelli é sorriso de orelha a orelha… Seu nome é inveja e o sobrenome Corte os Pulsos. Ai que saudade de Robervaldo Jereissati.



gora é oficial, Kylie Minogue vem mesmo ao Brasil, o show está marcado para o dia 8 de novembro, em São Paulo… Meninaaaa! Tô Lilás Reluzente, É Mad, Rihanna, Kylie, Cyndi Lauper, Luzirene do Cavaquinho… Todas descobrindo que o Brasil é um pais rico e que pode pagar pelos show delas… Enquanto isso, cresce a lista do SERASA, é tanta bichinha individada e com o 13º e PIS nas mãos das divas… Mas elas estarão lá… Liiiiiiindas só na pinta. Afinal, elas são alencarinas e não pagam nunca!

Kissis Kissis… Paola Opala.

P.S. (do Reubens) Nunca tinha ouvido falar nessa Luzirene. mas como o Google tem de tudo, aí vai a foto da mulher.

O complexo de Cinderela


Se tiveres que mudar para agradar a alguém;
Se determinada pessoa não te aceita como és;
Não te anules, não te transformes por ninguém.
Jogue fora sapatos que não servem pro teus pés.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

No circo...


... assistiram a um espetáculo
Inusitado.
No picadeiro um amor descartado
E na platéia
As lágrimas solidárias dos palhaços.

RECEITA DA SOLIDÃO


Uma medida sem fim do silêncio
Toneladas de distância (com a pessoa do lado)
Colheres do esquecimento em datas especiais
As várias de copos sem o diálogo
Um pires de Ufalta de atenção
Uma mão sem dizer: venha, eu te amo
Gramas de lágrimas...
Metade da alma sem tocar
Um tablete de engano

Mexa tudo e coloque no forno da impaciência.

Enquanto esse bolo assa, o tempo passa...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Medo...


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo... Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos... Já expulsei pessoas q amava de minha vida, já me arrependi por isso... Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos... Já acreditei em amores perfeitos, já descobri q eles não existem... Já amei pessoas q me decepcionaram, já decepcionei pessoas q amaram... Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir... Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi... Já fingi não dar importância às pessoas q amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir... Já acreditei em pessoas q não valiam a pena, já deixei de acreditar nas q realmente valiam... Já tive crises de riso quando não podia... Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva... Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse... Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar... Muitas vezes deixei de falar o q penso para agradar uns, outras vezes falei o q não pensava para magoar outros... Já fingi ser o q não sou para agradar uns, já fingi ser o q não sou para desagradar outros... Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz... Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava... Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali"... Já cai inúmeras vezes achando q não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando q não cairia mais... Já liguei para quem não queria apenas para ligar para quem realmente queria... Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava... Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo... mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda... Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri q não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim... Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre... Não me mostre o q esperam de mim, porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!... Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ... Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!

Próprias mentiras


PRÓPRIAS MENTIRAS

Cuide do seu nariz
Você fala demais
Não fui eu que pedi
Se o teu conselho fosse bom
Tu vendia...

Eu não quero ouvir
Onde foi que eu errei
Não foi assim que eu quis
Infelizmente foi em você
Que eu me espelhei...

Hey! Cadê? Me devolve a inocência
Que atirei No quintal lá fora Plantei teu medo..

Eh! Eh!! Fui eu!
Quem ficou na casa vazia
Você deixou suas tralhas
Agora tira
Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Hey! Hey!
Mas agora chega!
Não sou ovelha negra
Nem qualquer menino...

Me diz prá quê
Que eu vou ser
O que esperas de mim
Eu não sou sua mãe
Não te carreguei
Na minha barriga
Agora preste atenção
E me deixe falar
Aprendi a dizer não
(Não!)
Já chegou a hora
De me libertar...

Hey! Hey! Não dá!
Esse papo de faça como eu
Sempre digo:
Nunca faça o que eu faço
Eh! Eh! Doeu!
Teu olhar roubou
O que era meu
Tuas palavras ecoam
No meu destino...

Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Eh!
Tentar esconder
Prá não ter que ver
Onde dói a ferida...

Ah ah ah ah ah ah ah!
Eh eh! eh eh eh eh eh!

Hey! Hey! Prá quê!
Você me fez acreditar
Que eu era a princepesinho
Do teu castelo
Eh! Eh! Não dá!
Prá esperar de um homem
Que não cresceu
Pois alguém também
Te feriu de jeito...

Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Mas agora chega
Não sou ovelha negra
Nem qualquer
Menina da vida
Da vida, não
Mais fácil julgar
E acreditar
Nas próprias mentiras
Tentar esconder
Prá não ter que ver
Onde dói a ferida da vida
Da vida, eh!
Tchururu rú, tchururu rú
Tchururu rú, tchururu rú
Tchururu rú, tchururu rú
Não sou qualquer
Menino da vida!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Continuando com Shakespeare


Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;

Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;

Eu aprendi...
...que nunca se deve negar um presente a uma criança;

Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;

Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

Eu aprendi...
...que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;

Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

Eu aprendi...
...que dinheiro não compra "classe";

Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

Eu aprendi...
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

Eu aprendi...
...que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;

Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;

Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

Você aprende... (by William Shakespeare)


Você aprende...Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma; e você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança; e começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas e começa a aceitar suas derrotas com cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; e aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo e aprende que não importa o quanto você se importe , algumas pessoas , simplesmente, não se importam e aceita que não importa quâo boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais , descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias e o que importa não é o que você tem na vida mas quem você tem na vida; e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa , por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que a circunstância e os ambientes tem influência sobre nós mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para ser a pessoas que se quer ser , que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou , mas aonde está indo, mas se você não sabe onde está indo qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade pois o importa quão delicado e frágil seja uma situação, sempre existe dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática, descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva , tem o direito de estar com raiva, mas isso não dá a você o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não ama com tudo que pode pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém , algumas vezes você tem de aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será, em algum momento, condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o concerte. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais e que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cool (Gwen Stefani)


It's hard to remember how it felt before
Now I found the love of my life
Passes things get more comfortable
Everything is going right

And after all the obstacles
It's good to see you now with someone else
And it's such a miracle that
You and me are still good friends
After all that we've been through
I know we're cool

We used to think it was impossible
Now you call me by my new last name
Memories seem like so long ago
Time always kills the pain

Remember Harbor Boulevard
The dreaming days, where the mess was made
Look how all the kids have grown
We have changed but we're still the same
After all that we've been through
I know we're cool

And I'll be happy for you
If you can be happy for me
Circles and triangles
And now we're hanging out
With your new girlfriend
So far from where we've been
I know we're cool

É dificil lembrar como era antes
Agora encontrei o amor da minha vida
As coisas passam, ficam mais confortaveis
Tudo está dando certo
E depois de todos os obstaculos
É bom te ver com outra pessoa
E é um milagre que
Você e eu ainda somos bons amigos
Depois de tudo que passamos
Sei que estamos bem
Nós costumavamos pensar que era impossivel
Agora você me chama pelo meu novo sobrenome
As memórias parecem que foram há tanto tempo
O tempo sempre acaba com a dor
Os dias em que sonhavamos, quando a confusão estava feita
Veja como toda a molecada cresceu
Nós mudamos mas ainda somos os mesmos
Depois de tudo que passamos
Sei que estamos bem
E eu vou ficar feliz por você
Se você conseguir ficar feliz por mim
Circulos e triangulos
E agora saimos juntos
Com a sua nova namorada
Tão longe de onde estavamos
Eu sei que estamos bem

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

RODIN E EU



Estava aqui pensando no que eu iria escrever hoje quando me bateu meu velho instinto de lascívia e me fez procurar imagens interessantes para postar. Neste meio tempo, na caça por imagens, deparei-me com as obras de arte de RODIN.
Imediatamente fui à busca do site do seu museu para que melhor pudesse apreciar a delicadeza de suas obras.
Achei o site do museu: (http://www.musee-rodin.fr) O museu fica na França situado no Hôtel Biron, ao lado do Hôtel des Invalides, túmulo de Napoleão; e a cada espaço que eu vasculhava, ficava mais atraente aquela exploração.
Pude notar que Rodin compreendia perfeitamente até que ponto uma parte de uma obra artística era capaz de representar o todo dela.
Conhecer o Museu Rodin me fez fazer as pazes com Rodin, rompidas quando vi Camille Claudel - O Filme. Ela foi deveras talentosa e ele a fez ficar louca... Mas ele é quem era mesmo: Um verdadeiro gênio.
Tudo é de uma lascívia imensamente sedutora, de um movimento tão expressivo, tão descomedido, tão fascinante. O Beijo, me fez questionar como podemos nos contentar tantas vezes com apenas um selinho; Fugit Amor, porque hoje sofremos ao fim de uma relação. Nunca mais quero viver um amor que não seja tudo, uma vida que não seja abrasadora.


P.S. A primeira figura é de Fugit amor e a segunda O Beijo, by Rodin.

Nosso ritmo...


Minhas mãos caminham...
Meus pés tocam...
Percorro com olhos nus
A suave melodia do seu corpo.
A canção que ouço sair da sua pele
Desliza pelas paredes o nosso som
Um ar molhado embriagado
Une sua boca a minha.
Nossas línguas dançam agora a cada nota sentida,
Bailam em nossas bocas como se soubessem...
O tempo para a música acabar...
Saciam sua sede... Percorrendo agora suaves em seus ouvidos
Umedecendo o som da boca com o ar...
Na voz suave tom... a murmurar... a ensurdecer o corpo
Nessa sinfonia um ritmo...
No ritmo o nosso prazer !

LA TORTURA


Ay payita mía, guárdate la poesía
Guárdate la alegría pa'ti
No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tan poco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con los ojos secos y hablando de ella
Ay amor me duele tanto
Me duele tanto
Que te fueras sin decir a donde
Ay amor, fue una tortura perderte!
Yo sé que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor
No sólo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo.
Sólo de errores se aprende
Y hoy sé que es tuyo mi corazón
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso y nos decimos adiós
No puedo pedir que el invierno perdone a un rosal
No puedo pedir a los olmos que entreguen peras
No puedo pedirle lo eterno a un simple mortal
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas
Ay amor me duele tanto, me duele tanto
que no creas más en mis promesas
Ay amor
Es una tortura
Perderte!
Yo sé que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor
No sólo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo.
Sólo de errores se aprende
Y hoy sé que es tuyo mi corazón
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso y nos decimos adiós
No te bajes, no te bajes
Oye negrita mira, no te rajes
De lunes a viernes tienes mi amor
Déjame el sábado a mi que es mejor
Oye mi negra no me castigues más
Porque allá afuera sin ti no tengo paz
Yo sólo soy un hombre arrepentido
Soy como el ave que vuelve a su nido
Yo sé que no he sido un santo
Y es que no estoy hecho de cartón
No sólo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo.
Sólo de errores se aprende
Y hoy se que es tuyo mi corazón
Ay ay, ay ay ay,
Ay, todo lo que he hecho por ti
Fue una tortura perderte
Me duele tanto que sea así
Sigue llorando perdón, yo ...
Yo no voy a llorar hoy por ti

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Laço


Eu era a ponta do laço e você o outro lado; e demos volta em torno de nós mesmos sem perceber o nó!
No desmonte da ultima vez pedaços de mim foram parar em seu corpo
e parte de mim recebeu seus traços característicos, e nesse engodo onde não mais interessa a direção, você me embrulha num abraço e diz que sou presente fraterno.
E tudo aconteceu assim...!

You Think You're A Man (Full Frontal)


Turn around
stand up like a man and look me in the eye.
Turn around
take one final look at what you've left behind.
Then walk away from the greatest lover you have ever known.
yes
walk away
you're telling me
that you can make it on your own
By yourself all alone without my help
mister
you just made a big mistake.
You think you're a man
but you're only a boy
You think you're a man
you are only a toy.
you think you're a man
but you just couldn't see
You weren't man enough to satisfy me.
Shut the door
take a look around and tell me
waht you find.
Shut the door
take a giant step for you and all mankind.
Then don't come back
I always gave you so much more than you deserve(
Now don't come back
'cause no one makes a fool of me
You've got a nerve to walk away
mark the words I'm gonna say
Mister
you just made a big mistake:
You think you're a man
but you're only a boy
. . .
You think you're a man
but you're only a boy
. . .
You think you're a man
but you're only a boy
. . .
You think you're a man
but you're only a boy

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

TER OU NÃO TER NAMORADO, EIS A QUESTÃO (Artur da Távola)


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

Parí confusão...



Agora é tarde
Já está amanhecendo

E eu estou novamente com o nó no peito
A corda na garganta, a cama revirada
De uma noite mal dormida
Parí confusão...


Eu.


Que significância tem meu coração diante do Gran kosmo
Com milhões de estrelas, tantas galáxias e sei lá quantos Sois?

De que vale minha tristeza nessa,
Realidade caótica em que acreditamos viver,
Pisamos nas formigas sem que nenhuma lágrima seja derramada,
Assim como o Meteoro vai passar e não vai sentir nada
Pelas vidas que se vão desse planeta.

Será pura vaidade toda nossa poesia?

Todo o universo vive em mim,
Porém não sou mais que um grão de areia.
Quanto menor sou,
Mais sou a pequena luz que está em tudo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Viagens


"... Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Delírium


Esbarro nos seus caminhos (Seduzido pelo aroma que emanas)
Encontrando seus olhares (Na cadência suave da dança do amor)
Sou teu lobo em fogo tatuado (Me embriagas assim durante semanas)
Dispo todas suas defesas (Sacias minha sede e me dás teu calor)
Meu território quero marcado (Num ritmo frenético de insano ardor)

Isso, venha, fique comigo (Contigo viajo por estradas sinuosas)
De frente, de costas, de lado (Toques sutis que aquecem e abalam)
Te consolo, te possuo, te quero (Recônditos frágeis ilusões perigosas)
No futuro, presente e passado (Ávido percorro labirintos lascivos)
Revivendo nossa paixão (Fantasias vívidas mistérios nocivos)

E nosso desejo desenfreado (Despertar de emoções suplício final)
Rego teu belo corpo, teu ventre jardim (Exploras meu corpo e minha mente)
Com meu prazer, deleite, esperança (Dissolves a necessidade do desejo)

Desvendando suas lembranças (perdido me vejo)

Experimentando todos os sentidos (Que nos invade e nesse louco momento)

E no desleixo dos corpos suados (Teu corpo meu vício nosso maior tormento)

Entregamos-nos a esse doce perigo (E na explosão final um vitorioso lamento)


Líquido


Resvalar nessa tênue linha imaginaria que divide o nada a coisa alguma. É possível, logo verás.

Reescreva possibilidades atrasadas num papel, que ele voará entre os continentes levando o recado urgente. Dê asas ao absurdo que não cabe nos olhos...

A cidade se inflama de pecado, sobretudo com minha mente e membro atrevidos procurando colo e o perfume do sexo que faz a pele queimar a roupa mostrando o poder das espumas do oceano em mim. Tudo acorda o desejo que dorme nas montanhas de minha alma. Passeia pelas ruas escuras nas assas dos pássaros noturnos.

Dirás palavras obscenas ao pé do ouvido causando arrepios nos pelos do ventre... Sim, a vertigem do sangue desemboca nas vielas do incognoscível. Ríspida, não se contenta nas veias e por isso corre apresada margeando a loucura do prazer.

Deixe o corpo tributar as mazelas da alma. Não nomeie esses instante imenso que fecunda rosas, jasmins, lírios...e tudo o que de mais belo tem na natureza. Afinal tudo é tão líquido no jardins do amor... Deixe a água correr... rsrsrs e delicie-se.

P.S. Detalhe, a ilustração é um chocolate.

Banho Quente...


Quando me lembro, cada movimento se repete!

Estava no chuveiro, você entrou... Olhar que me engolia...

Livrou-se das roupas e veio... Ao ver o tamanho da minha vontade estremeceu, Seu abraço me envolveu arrepiando a pele; Teus mamilos intumescidos colados em meu peito...Mãos firmes descem pelas costas...Seguem a linha da coluna...Apertam as nádegas...

Todas as sensações mescladas ao beijo quente, molhado, urgente.

Mordo de leve a tua boca provocando minha língua desliza pelo teu peito...Fica mais evidente tua minha fome por você...Desliza, lambendo meu ventre até encontrar o que quer... Gostoso, rijo, te querendo...Me faz gemer... Quase grito ante a visão da tua boca...Me fazendo desaparecer em você...Me enlouquece...Passa a língua de maneira indecente...Maldosa, mas prazerosa em mim.

Faz do meu corpo o palco das tuas delicias... Me quer inteiro na boca... E devagar, pressiona com os lábios...Sumo e apareço em você... Percebe minha agonia... Tua boca molhada que me deixa assim, maluco. Não suporta mais... Se me levanta,Tuas mãos tiram o cabelo do rosto... Alcança minha boca... Me beija com loucura... Boca escorregando... O barulho da água caindo sobre nós...

Nossos olhares que não se desgrudam... Se encosta na parede do Box...Te abraço por trás... Meu peito encostado nas tuas costas, o abraço apertado, sentindo todo corpo...Tuas mãos imobilizadas... Explode todo o mel... Liquido veneno que me embriaga. Enlouquece de tesão de prazer... Com tesão me oferece boca... Palavras obscenas nos ouvidos...

Vapor do nosso calor invadindo o banheiro... Tuas mãos em mim... E juntos, colados, Queremos mais, Nosso desejo é sagrado!

NAMOROFOBIA (Danusa Leão)


A praga da década são os namorofóbicos. Homens (e mulheres) estão cada vez mais arredios ao título de namorado, mesmo que, na prática, namorem.

Uma coisa muito estranha. Saem, fazem sexo, vão ao cinema, freqüentam as respectivas casas, tudo numa freqüência de namorados, mas não admitem. Têm alguns que até têm o cuidado de quebrar a constância só para não criar jurisprudência, como se diria em juridiquês. Podem sair várias
vezes numa semana, mas aí tem que dar uns intervalos regulamentares, que é para não parecer namoro. -É tua namorada? - Não, a gente tá ficando.

Ficando aonde, cara pálida? Negam o namoro até a morte, como se namoro fosse casamento, como se o título fizesse o monge, como se namorar fosse outorgar um título de propriedade. Devem temer que ao chamar de namorada (o) a criatura se transforme numa dominadora sádica, que vai arrastar a presa para o covil, fazer enxoval, comprar alianças, apresentar para a parentada toda e falar de casamento - não vai. Não a menos que seja um (a) psicopata.Mais pata que psico.

Namorar é leve, é bom, é gostoso. Se interessar pelo outro e ligar pra ver se está tudo bem pode não ser cobrança, pode ser saudade, vontade de estar junto, de dividir. A coisa é tão grave e levada a extremos que pode tudo, menos chamar de namorado. Pode viajar junto, dormir junto, até ir ao supermercado junto (há meses!), mas não se pode pronunciar a palavra macabra: NAMORO.

Antes, o problema era outro: CASAMENTO. Ui. Vá de retro! Cruz credo! Desafasta. Agora é o namoro, que deveria ser o test drive, a experiência, com toda a leveza do mundo. Daqui a pouco, o problema vai ser qualquer tipo de relacionamento que possa durar mais que uma noite e significar um envolvimento maior que saber o nome. Do que o medo? Da responsabilidade? Da cobrança? De gostar? Sempre que a gente se envolve com alguém tem que ter cuidado. Não é porque "a gente tá ficando" que não se deve respeito, carinho e cuidado. Não é porque "a gente tá ficando" que você vai para cama num dia e no outro finge que não conhece e isso não dói ou não é "filhadaputice".
Não é porque "a gente tá ficando" que o outro passa ser mais um número no rol das experiências sexuais - e só.

Ou é?

Tô ficando velho? Se estiver, paciência. Comigo, só namorando...kkkkkkkkk

Que diferença há entre o preto e o branco...


...se no fringir dos ovos, todos são iguais?

Há Sempre...


… um dia em que a máscara deixa de servir. E depois?

Geração Fast Foda, ou o vazio do amor.


Sexo é diferente de amor.

Só escuto todo mundo falando que sexo é diferente de amor. Que fazer amor é lindo, encantador, delicioso...

Mas quando falam do sexo tratam o ato como válvula de escape de alguma coisa que ficou descompensada e ainda dizem: fazer sexo é muito bom. Porque as pessoas não fazem mais amor então? O fast foda está na moda? Não sei para que eu pergunto isso, se eu mesmo tenho a resposta.

Fazer sexo é agir por instinto... Poder puxar pelos cabelos da nuca, apertar o corpo com mais força, não virar com delicadeza, não sentir vergonha de ritmos e gemidos animais, chamar palavrões de baixo calão, poder sentir o cheiro do orgasmo e o coração querendo sair pela boca com aquela mistura de vida e morte.

Há os que digam que sexo é bom e melhor que sexo, só sexo por sexo! Sexo sem compromisso, sem querer apresentar a ninguém , apenas porque ele aquece, amolece, alivia e mela o instinto. È o tipo de sexo sem ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem falar no futuro...

Posso até fazer um slongan já:

Fast Foda: porque a vida é difícil, cansativa e ele relaxa. Ou, ainda poderá usar: Faça. Porque se não o fizer hoje, acabará por fazê-lo amanhã ou depois.

Mas sexo sem amor é ficar vazio. È ser vazio, estar nulo e não poder preencher o vácuo existente no outro. É não ouvir aquela voz doce ao pé do ouvido, como se revelasse um segredo, dizendo: "amo-te"; ter uma mão no ombro para aplacar a solidão, não ter alguém para apresentar à família e amigos com sendo a pessoa a quem você ama. Sexo sem amor é não ter a quem dar: o beijo de bom dia quando acorda na cama; a primeira fatia do bolo de aniversário; o primeiro abraço no Ano Novo; É não ter pra quem ligar contando as novidades boas (e as ruins), não ter com quem dormir grudadinho, ou mesmo puxar o lençol na cama, ou ainda ficar velando o sono...

Fast foda sim. Fazer sexo sem amor sim! Mas não para sempre. Afinal temos de dar uma oportunidade pro amor( por que este sim relaxa, cura o mau humor, ameniza as dificuldades e faz-nos flutuar).

Experimente ser amado.

Revendo as dores...



Hoje cedo, enquanto preparava meu chá para o desjejum, liguei o rádio para ouvir o que se passava pelo mundo. Pensei que me ouviria os porres das propagandas políticas, mas era demasiadamente cedo para que elas fossem veiculadas – o que achei ótimo.

O locutor, numa voz pior do que a minha, talvez por conta do sono... srrsrsrsr – soltava as notícias locais em gotículas avisando o que teria no seu menu: “O Presidente Lula estará no Ceará hoje, estaria no Pécem, em Quixeramobim e em Juazeiro para dar apoio políticos as bases locais do PT; A Igreja do Mucuripe entrará nos preparativos para a Festa de N. Sra. Da saúde (ou seria das dores?, não lembro)... Aí ainda falou algumas abobrinhas e passou a fazer uma oração à santíssima virgem. Foi neste instante que me deparei com uma dúvida.

Enquanto o locutor falava de Maria, eu fiquei imaginando: - Segundo o que dizem por aí, Maria não teve as famosas dores do parto, tão sofridas e inesquecíveis para as mulheres. No entanto será que ao longo de sua vida a Virgem não teve dores maiores, mais intensas e marcadas pela tristeza de não poder ir contra a vontade de algo maior que o seu instinto materno? O que teria Ela sentindo tendo de “aceitar” que seu filho gerado sem dor e concebido de forma inexplicável até hoje, passaria a ser perseguido pelos simples caprichos do poder? O que teria sentido Maria ao ver multidões pedindo que soltassem a Barrabás – conhecido como um dos piores elementos daquela época – ao invés de seu filho?

Coração de mãe resiste tanto? Vem cá, olha só, Maria ainda teve que ver o filho sendo humilhado em praça pública; sendo açoitado, cuspido, maltratado; carregando um objeto pesadíssimo numa hora em que se encontrava debilitado; Viu ainda, que foram poucas as pessoas que se preocuparam e ajudar; Ainda teve de suportar a visão do seu ‘menino’ crucificado agonizando em meio a revolta do tempo; Teve mais, teve de cuidar do corpo inerte e sem vida do filho que apresentava o corpo marcado pela ação brutal da ignorância humana, e até Ela(a Virgem) ter a certeza que o filho voltara a vida novamente, o que teria sentindo? Revolta? Sentia-se humilhada? Que consolo teria em saber que o seu Deus lhe dera um filho especial que ele (o filho) teria de passar por tudo aquilo sem que ela interviesse?

Será que algum dia Maria pensou: Valeu à pena ter enfrentado os comentários do povo? Ter enfrentado a ira de um homem que ainda não era o seu esposo pelo fato de estar grávida de DEUS? Ter fugido pelo deserto? Foi justo não ter tido as dores do parto? Foi justa tanta preocupação quando o filho desapareceu ainda pequeno, ou mesmo já adulto quando resolveu se exilar no deserto para pagar suas penitencias? Fui justo, se sentir dilacerada vendo o povo de sua sociedade ajudando a acabar com o seu filho, matá-lo?

Se Maria pudesse responder isso hoje talvez a resposta dela fosse igual a minha: - Estamos vivos! Foi pra isso que ele veio. (E se perceberia uma dor imensa no fundo da alegria radiante...)

Acredito que dores são coisas ruins. Porém piores são as pessoas, que só complicam suas vidas dando-lhes dores desnecessárias. Mas fica a dúvida: - E se ela tivesse sentido as dores do parto, amenizaria algo na história? Estaríamos aqui?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

procurando por mim?


A esta altura da vida já não sei mais quem sou… Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR.
Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.
Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou rubronegro, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer… uns dirão… FINADO, outros …DEFUNTO, para outros … EXTINTO, para o povão … PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei … DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui …ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Lenda Inacabada (Parte 1)



PE(R)DIDOS

Depois de tanto observar o animalzinho no seu sono tranqüilo, o jovem caçador arrancou a blusa que usava para aliviar algo que o incomodava nas costas – artísticos arranhões marcavam aquela pele alva.

Em seguida foi até a varanda da velha choupana e sentou-se por ali. Antes, porém, teve o cuidado de colocar o cesto onde o animalzinho dormia em frente a porta que permaneceria aberta para o caso de ele despertar e ver que não estava sozinho.

Sentado de costas para a porta escancarada, o caçador virou-se para traz – queria assegurar-se que o bichinho ainda dormia.

-‘Como é linda esta criatura!- ele devia ter pensado. – Agora, ele em nada se parece com o bichinho fragilizado pelos ataques cruéis da existência predadora que outrora fora encontrado sofrendo, de asa quebrada, no jardim da Mãe Natureza. ’

Naquele instante o relógio da sala badalava os doze toques da entrada na meia noite – tão famosa pelo seu poder sobrenatural. Mas ali não existia feitiços para ser desencantados; nada nem ninguém virando abóbora; ou, muito menos ratinhos virando celebrados corcéis. Ali apenas existiam duas vidas interligadas pelo fio do cuidado.

Aquelas badaladas despertaram o bichinho (relógio sacana!). E do cesto onde estava ele podia ver o jovem caçador sentado no primeiro degrau de acesso a velha choupana; sem camisa e com o rosto esticado, olhando para o alto onde talvez, admirasse a renda cintilante das estrelas vazadas pela sóbria escuridão. Os portais de madeira polida da porta de entrada geravam a imagem emoldurada do jovem homem contemplador dos astros iluminado pelos raios azuis do luar – o que deixava aquela pele alva como o mármore branco.

Entretanto, como todo mármore, ele também apresentava veios destacados pelo luar e inflamados. O bichinho levantou-se cuidadosamente sem se fazer notar e ficou analisando as marcas presentes nas costas do caçador. Aqueles arranhões ficavam mais nítidos com a luz da lua que ressaltava os sinais púrpuros irritados de uma inflamação dolorida.

O animalzinho bateu asas e, como toda boa ave de rapina, aproximou-se do caçador sorrateiramente, que se assustou com o vento daquelas asinhas na suas costas.

-Ah, é você! Não estava dormindo? O que está fazendo aqui?

-Vi suas feridas ao longe e quero fazer algo para retribuir o cuidado que teve comigo.

O jovem caçador soltou um sorriso largo. O bichinho levantou mais no seu vou para que planasse no colo do caçador. Tão logo fez isso, o animalzinho pode sentir o calor das mãos do jovem lhe esquentando a penugem.

-Por que não me disse que estava machucado? Por que escondeu isso? – o bichinho quis saber.

-Ora, se você soubesse que eu estaria machucado você me permitiria cuidar de você? Acreditaria que eu, estando debilitado, poderia te ajudar, mesmo estando eu com dores – talvez não como as que você sentia, mas com dores?

O bichinho sorriu com os olhos e balançou a cabeça confirmando que não permitiria a ajuda.

-Pois bem. - continuou o caçador. - Naquele instante sua asa quebrada deveria estar doendo mais que os meus arranhões. Esqueci minhas dores e fui ao teu auxilio.

-Por que não me abateu? Não é isso o que um caçador faz, abater vítimas indefesas?

-Caçar nem sempre significa abater a caça, meu caro. No seu caso em especial, nem armas usei para te capturar e, você está aqui, agora comigo, não está?

-Sim, estou.

-Então, percebe que eu continuo como caçador e você como minha caça, mesmo que você não tenha conseguido fugir e, que eu não tenha tido o trabalho de ter-te perseguido para conseguir o que eu queria?

Uma rajada de ar gélido soprou forte naquele instante e fez o jovem caçador soltar um gemido de dor. O animalzinho percebendo que o sopro de Éolo machucava as costas do jovem pôs-se então a bater asas novamente e vôo sobre a cabeça do caçador, agarrando com uma das patas um tufo de cabelo do caçador, e o puxou.

-Agora você vem comigo, vou cuidar de você. – o animalzinho tentava puxar o caçador para dentro da choupana. As asinhas batiam a toda velocidade e com esforço para que o jovem levantasse.

-Bobo só você mesmo pra pensar que, com estas asinhas, poderia me erguer. – e levantou-se.

-Posso até não ter forças o suficiente para te levantar, mas dei o primeiro passo. Vem, entra logo pro frio não te machucar mais.

-Não se preocupe com o vento, ele veio apenas trazer a boa nova. Fiz um pedido as estrelas enquanto você dormia e fui atendido mais rápido do que pensava. Esse vento gélido que soprou não teve a intenção de me causar dano algum, veio apenas me trazer a resposta para o meu clamor...

-O que pediste?

O caçador abriu seu sorriso rosado enchendo a face de alegria, e respondeu:

-Pedi pra ser como você; ter asas para voar, para poder sair pro aí livre voando alto. Vou querer que você me mostre sua visão da vida, vista lá do alto. Quero poder voar na tua companhia para lugares que eu jamais poderia ir com minhas pernas.

O animalzinho parecia triste com aquele discurso. O caçador percebendo, logo o indagou:

-Ontem, quando eu voava pelo campo, para exercitar minha asa, passei num lindo lugar onde existe um desses poços que as pessoas acreditam ser mágico... Vi muita gente jogando moedas no poço e pedindo algo em troca. Horas depois, quando acabou a movimentação, eu me aproximei e a única coisa que eu poderia oferecer ao poço, era uma oliva que eu trazia na pata. Joguei-a lá dentro e fiz meu pedido... Pedi para ser transformado em gente, assim como você...

O jovem caçador pegou o bichinho, segurou-o bem e colocou-se olho no olho com ele e rindo, disse:

-Vem, vamos entrar, pois já é tarde. E não se preocupe: amanhã refazemos esses nosso Pe(r)didos. Mas aviso: vamos conservar as asas...

Lenda Inacabada


Porque as grandes decisões trazem à tona os sentimentos de insegurança? Quando o medo surge para nos atentar, porque ele insiste em querer sempre causar transtornos? Mudança deveria significar segurança, sem deixar espaços abertos para os medos fajutos se apossarem dos seres humanos.

Foi com esse raciocínio, que nos tempos das altas tecnologias – mesma época do inicio de grandes cataclismos, aconteceu um episódio que merece ser relatado. Na realidade, uma descoberta que trouxe uma profusão de sentimentos de mudanças, com medos e dúvidas a espreitar.

No ‘azulão’ fora convidado a conversar. O que o fez com gentileza, sem sombras, sem dores, sem nada a princípio. Estava deficiente, pode-se notar, com sua ‘geniosa tristeza’ de alma irrequieta e atormentada. Dizia: Pagar um alto preço por querer viver mil vidas em uma, mas, para cada uma delas, pagaria mais para ter outras tantas mil.

Entre risos e sinceridades, deixara escapar sua busca por instantes de felicidade, daqueles que fazem o coração palpitar rapidamente. E com isso deixara uma fissura se abrir em sua alma para que mais tarde pudesse abrir uma janela e convidar a luza a adentrar, clareando os caminhos sombrios daqueles pensamentos metodicamente desordenados.

No entanto, o alvo que era a alma, vira corpo, fazendo o gelo derreter. E o que estava derretendo, se solidifica... A respiração aumenta, o corpo salienta. E a vontade de beijar, intensa... É como se passasse de alcoólatra à bebida; sendo o cigarro pra o fumante, no seu inferno paradisíaco.

O outro, perspicaz, costuma “guardar” as conjugações expelidas. E faz-entender. Que delicia!

Seu rosto suado... Cabelos desalinhados... Passou da conta! Sedução pura, e sem rodeios. Saudade tem dor? Tem. E o seu nome... É... Você! Doce tara! Não te nego. Assino em baixo...

Engraçado: e pensar que foram encontrados, ambos, num jardim selvagem e poluído. O primeiro, um animalzinho machucado, com sua asa quebrada, doido pra voar, porem estava arredio; e sustentando uma máscara do mais fino cristal que possa ter existido, achando que com isso se livraria facilmente do caçador de Avalon.

Enquanto o segundo, vindo dos muros elementais de Avalon, analisava, cercava a presa da forma mais singela, podando-lhe as dores, tratando-lhe das feridas do afoito animalzinho, com a própria saliva. E fez de conta que não estava a enxergar nada por debaixo da máscara de cristal, na intenção de não intimidar a presa.

Caçador experiente, com tão pouca idade, ele surpreende. Falou do destino, faz um carinho no bichinho e disse que se ele (o animalzinho) quisesse, poderia seguir o caminho que as folhas secas traçam com o vento. Seria seguro ir com o vento e teria a proteção das folhas.

Cautelosamente, o caçador arrumava-se para partir. Foi quando o bichinho arregalou os olhos tentando encontrar forças para bater as asas apenas mais uma vez. O que fez. Ergueu-se com dificuldade e alçou vôo, pousando certeiramente no colo do caçador. Ele não o deixaria sair assim, sem ter a oportunidade de agradecer.

E então, pela primeira vez, o caçador pode ouvir a voz, delicada, levemente fragilizada pela dor aumentada com o esforço do vôo: - ‘Vou com você... ’.

Ewerton Reubens

01/08/2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Bem vindos ao meu mundo...Entrem se tiverem coragem. Saiam, se puderem.



Este mundinho não é fechado. Porém não será o Elysios ou mesmo o Valhala. Nada terá de santo - por falta de vocação; Será um doce deleite para as línguas lesivas, críticos de plantão - sem formação fundamentada das certeza reais da vida.
Cada pedaço erquido aqui dentro fincará uma alma, resguardada num sentimento intenso-seja de amor ou ódio; de felicidade ou tristeza; de luxuria ou castidade; de maldade ou piedade.
Estará aberto para visitas de pessoas genisosas, interessantes, determinadas, meticulosas, substanciais, singulares, e sobretudo, ousadas.
No entanto aos desavisados, descuidados, tolos, hipócritas, medíocres, fanáticos, parasitas, e muitos outros seres insignificantes que insistem em rondar a existência humana, deixo uma advertência letal: Não entre aqui. Não te convido a entrar e se estabelecer. Não se permita ler nada que aqui estiver. Saia. Fuja. Corra. Morra.
Por mais ácido que possa parecer, esté mundoé também das maravilhas - não das falsas, mas das reais (daquelas, simples, que fazem o grande diferencial na vida de cada um). Para ser doce, necessita-se conhecer o amargo.
Não haverá provas, enigmas ou afins para que você se ache digno(a) de entrar no meu mundo. Mas se já chegou até aqui, resistiu sem asco, Venha, entre. Seja bem vindo!
Agora beba-me. Prove do meu néctar e perceba que ele é absinto.